Uma homenagem a Fernando Sabino

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Carta para Fernando

Affonso Romano de Sant’Anna, mineiro de Belo Horizonte, é poeta, ensaísta e cronista premiado e reconhecido nacional e internacionalmente. É autor de, entre outros livros, “A cegueira e o saber” e “O enigma vazio”, os quais recomendo veementemente. Foi amigo de Fernando Sabino e, no texto abaixo, relata como foi o velório de Fernando. O texto, republicado aqui com autorização do autor, foi originalmente publicado no jornal O Globo, em 17 de outubro de 2004.

Meu caro:

Imagino que, ao chegar aí, você foi logo recepcionado por Otto, Paulo e Hélio e retomaram não só a conversa como se estivessem num banco da Praça da Liberdade, mas voltaram a fazer aquela antiga algazarra. Imagino também que logo se aproximou o Rubem Braga e, pronto, o bando ficou completo. Quase, faltava o Vinícius, que veio se achegando e dizendo “Saravá!”. E veio Clarice, e veio Drummond, e veio o Nava, e veio Mário de Andrade, e veio uma fila enorme lhe receber. Por essas e por outras é que alguém comentou durante o seu velório (ai! meu Deus! essa palavra não casa de jeito nenhum com vocês!), pois é, alguém disse a respeito de vocês terem ido para o lado de lá, que esse tal de lado de lá está ficando muito mais interessante do que o lado de cá.

Vou lhe revelar uma coisa que aconteceu durante o seu enterro na qual você não prestou atenção, porque já estava na mais legítima e ansiada confraternização com aquela turma. Nunca vi um enterro assim. E olha que tenho visto enterro de tudo quanto é tipo. Foi o seguinte: depois que baixaram seu esquife para a tal de última morada, em vez de as pessoas cumprimentarem seus familiares e se retirarem, de repente, dei-me conta de que continuavam todos ali conversando, num bate-papo interminável, como se estivessem num coquetel que estava apenas começando. Olha, as pessoas não se deram conta, o tempo foi passando e o papo se prolongando. O seu conjunto de jazz já havia tocado a última homenagem – aquele arranjo do “When the saint are marching in”, spiritual com que os negros esperavam entrar cantando no Reino dos Céus; alguém já havia gritado “Viva o Fernando!”, as rezas todas já haviam sido feitas, o corpo já tinha sido encomendado lá na capela, mas as pessoas não arredavam o pé dali. Foi quando eu comentei isto numa roda, e Ziraldo emendou: – A gente deveria era ter trazido um uísque, ao estilo de Fernando, e ficar aqui fazendo piquenique. É isso, Fernando. Não havia aquela sensação mórbida dos enterros em geral. E é claro que isto foi por sua causa. Os filhos estavam ali tristes, até eu chorei quando sua banda começou a tocar, como se fazia nos enterros em New Orleans. Mas havia a noção de que estava tudo redondo, completo, realizado.

E isto não é pouco nem é fácil.

Você vivia repetindo nos últimos anos que estava fazendo a sua “obra póstuma antecipada”. Não falava isto com tristeza. Na verdade, estava conversando com a gente já do lado do lá, e a gente entendia, consentia. E eu achava um luxo você poder ser um Brás Cubas ao pé da letra, mas “avant la mort”. Muitos têm sua vida & obra interrompida abruptamente por um infarto ou acidente, seja na juventude ou no momento mais fértil de sua criatividade. Raríssimos, e você está entre esses, tiveram o privilégio de preparar-se para o fim. Com a maior lisura e dignidade. E a gente consentia nisto.

– Cadê o Fernando, eu perguntava à sua secretária Fabiana ou ao Marcelo Andrade, sua última e confidente amizade. Você tinha desaparecido, alegando que tinha ido para o sítio de algum amigo. Às vezes me confidenciava que estava escrevendo isto ou aquilo, mas que não falasse com ninguém onde estava. As pessoas até reclamavam que você não dava resposta a convites para palestras e nós sabíamos que você estava concentrado no absolutamente essencial, que é o derradeiro encontro consigo mesmo.

Fernando, alguns escritores suscitam nos leitores respeito por sua inteligência, outros admiração por sua coragem estética e política, outros o sentimento de pena e comiseração, enfim, sensações as mais variadas. Você deixou no seu público uma coisa muito rara: uma sensação de fraternidade, de leveza, de que a vida deve ser vivida com humor, pois como dizia seu pai: “no fim tudo dá certo, se ainda não deu certo, é porque ainda não chegou ao fim”.

Repórteres estavam nos perguntando, ali no São João Batista, qual era o legado que você havia deixado. Poderia falar horas sobre isto, como nos seminários em que, com os alunos, examinava suas obras, mas me ocorreu uma outra coisa menos acadêmica. Você, Rubem, Otto, Paulo e Hélio constituíam, na literatura, algo que também acontecia na música com a bossa nova. Assim como a música de Tom, Vinicius, Menescal e outros tinha uma leveza, era airosa, descrevia um clima de paz, de bom humor e até de utopia, também vocês eram mais que um bando, quase uma banda que trazia em suas crônicas na “Manchete” afeto, alegria e lirismo. Vocês representaram um tempo em que a gente, quer dizer, o país e o mundo, iam ter futuro, por isto o presente era promissor. Não era como hoje, essa calamidade incontrolável espelhada nessa literatura da violência, da droga, das perversões, nessa atmosfera cinza, decadente profetizada no “Blade runner” e efetivada no “apocalipse now” gerenciado por esse famigerado Bush. Aliás, conversamos algumas vezes sobre isto, você me dizia que estava também horrorizado em como isto se refletia nessa “não arte” que se exibe, e eu acho que isto tudo, ao lado da solidão em que estava com a partida de Otto, Hélio e Paulo, incentivou sua reclusão.

Antes de ir à capela do São João Batista onde seu corpo já nos esperava, uma jovem repórter, que veio aqui em casa, procurando sinceramente orientação, perguntou-me quais eram os seus amigos mais queridos, os quais ela poderia identificar durante o sepultamento. Citei alguns nomes. E quando mais tarde lá cheguei, os fui encontrando já na calçada, depois nos degraus, junto ao caixão. Éramos uma espécie de sobreviventes de uma era, que íamos seguindo pelas alamedas do cemitério. Havia muita gente, mas o grupo de seus amigos mais chegados estava bastante desfalcado. Muitos já foram para o lado de lá.

É, o lado de lá está ficando cada vez mais interessante.

October 11, 2009   No Comments

Cinco anos sem Sabino

Hoje faz cinco anos que Fernando Sabino se foi. Lembro muito bem daquele dia. Eu estava prestes a tomar banho para ir trabalhar, quando recebi a notícia. Quando soube, fiquei desolado. Era como se eu tivesse perdido o chão. Pensei até em faltar aquele dia, mas não havia como. E a explicação? Não havia justificativa, não havia como faltar.

Procurei alguma coisa para amarrar no braço, como demonstração de luto, como fazem os jogadores de futebol em situações semelhantes. Não achei e, depois pensei melhor, nem havia necessidade: minha farda era toda preta (eu trabalhava na C&A).

Poucos meses antes eu enviara uma carta a Fernando. A segunda. Como resposta a ambas, recebi um livro com uma pequena dedicatória (a segunda é do dia 10 de março de 2004.) Desde quando havia recebido o primeiro livro, com uma felicidade que não tenho como expressar, pensei em fazer uma visita a Sabino. Conhecer o escritor e o homem que eu tanto admirava – e continuo admirando -, apertar sua mão e agradecer por tudo o que ele me proporcionou e me fez. É verdade que muito do que seria dito verbalmente eu já havia dito nas cartas, mas seria diferente. Pessoalmente talvez até as palavras me faltassem, mas certamente algumas horas ou minutos conversando dariam conta de demonstrar todo o afeto e carinho que eu sentia – e sinto – por ele.

Dois tios meus moravam no Rio, na época. Ou seja: eu já tinha lugar para ficar. Mas do primeiro livro recebido, em 2003, até aquele início de 2004, fui adiando o planejamento da viagem. Somente depois de receber o segundo livro é que comecei a pensar realmente na ida. Minhas férias deveriam sair no início de 2005, e já comentava aqui em casa minha vontade de ir até lá conhecê-lo. Infelizmente não houve tempo para isso.

Aquilo me deixou numa angústia sem tamanho, felizmente controlada com o passar do tempo. A angústia de querer visitar um lugar ou alguém e, de uma hora para outra, não mais poder: ou porque eu não estaria mais aqui, ou porque a pessoa não estaria mais lá. Isso foi especialmente torturante em 2005, ainda sob o choque da morte de Fernando e – é egoísta de minha parte, eu sei – do consequente naufragar de meus planos de conhecê-lo.

O que talvez mais tenha me deixado triste foi o fato de eu ter tido a chance de ter ido ao Rio de Janeiro antes, meses antes de seu falecimento, e ter preferido gastar o dinheiro que tinha com coisas irrelevantes, achando que teria tempo o bastante para conhecê-lo. Ainda hoje me sinto culpado por não ter viajado quando pude. Mas, enfim, não tem como fazer voltar o tempo. Nem fazer essa espécie de culpa ir embora. É um sentimento que vai morrer comigo.


* Rafael Rodrigues

October 11, 2009   2 Comments

Querido Fernando Sabino

* Bruno Gouveia, autor do texto abaixo, vocalista do Biquini Cavadão, é mineiro de Ituiutaba e autorizou a reprodução do texto abaixo, publicado originalmente no blog da banda em 11 de outubro de 2004, dia do falecimento de Fernando Sabino.

Querido Fernando Sabino:

Ao saber de sua partida hoje, me senti menos mineiro, como se você tivesse levado contigo nossa nacionalidade, nossa naturalidade. Naturalmente menos mineiro, senti-me roubado de minha timidez, de meu jeito de menino, da sovinice, do lado proseiro, da paciência e olhar calado. Para tentar simplificar, hoje eu me vi na pele do Homem Nu. Como natural do interior, sempre me identifiquei com seus textos, seus causos, suas histórias, a ponto de incorporá-las à minha vida.

Personagens como o Caboclo Ficador e o Caboclo Escondedor pareciam ter nascido em minha casa. Fernando Sabino foi a pessoa que mais me fez ter orgulho de ser mineiro – um estado rico de gênios como Pelé e Santos Dumont – a ponto de reconhecer em cada história do “Grande Mentecapto”, em cada causo, um pouco de mim. Mesmo quando estive por baixo, ele pareceu me acudir. Seu livro “A volta por cima” me veio justamente em uma época difícil para mim. Não era um livro de autoajuda, mas acabou sendo, me fazendo rir e esquecer os problemas. Tive o prazer de pedir-lhe um autógrafo uma vez num restaurante. Venci minha timidez para isto e a troca de palavras, não mais que trinta, ficou eternizada na minha lembrança.

Fernando foi certamente o autor brasileiro que mais li. Contos, crônicas, histórias, romances, li de tudo um pouco. Se você nunca leu nada dele, comece com “O Grande Mentecapto”, mas “O Menino no Espelho”, “O Encontro Marcado”, “O Homem Nu” são apenas o começo de uma viagem deliciosa pelas palavras que este homem tão bem escreveu.

October 6, 2009   3 Comments

Por que ler Fernando Sabino

Melhor que listar vários motivos é apresentar um bastante convincente, não?

Pois aí vai um trecho do livro “O tabuleiro de damas”, um “esboço autobiográfico”, como dizia o próprio Fernando. Se isto não for um bom motivo, não sei mais o que é.

“Soube um dia de um casal que estava se separando, e na hora de dividir as coisas de cada um, o marido pegou um livro meu e disse que era dele, fazia questão de levar. A mulher protestou, dizendo que era seu, ela é que havia comprado. Ele se espichou na cama, começou a ler o livro e de repente desatou a rir. Ela se ofendeu: não podia admitir que, num momento tão importante da vida dos dois, o marido tivesse coragem de ficar rindo como um idiota. Ele pediu desculpas e leu para ela o trecho. Ela também achou graça, e em pouco os dois passaram a ler juntos na cama. Acabaram na cama sem o livro… E desistiram de se separar, conforme me escreveram, contando.

Reconheço que parece história inventada, como numa crônica minha.”

October 1, 2009   3 Comments

O começo

O primeiro livro que li de Fernando Sabino foi o volume de crônicas “A volta por cima”. Encontrei-o por acaso, na biblioteca da universidade, procurando alguma coisa interessante para ler. O título chamou minha atenção porque representava o que eu precisava fazer na época: dar a volta por cima. Isso foi em 2002, acredito que entre os meses de agosto e outubro, não tenho como precisar.

Lembro de tê-lo lido muito rápido, em uma ou duas tardes, no máximo. Depois dele, peguei emprestado “No fim dá certo”, que li também muito rápido. A partir daí não parei mais: se não li todos os livros de Fernando Sabino disponíveis na Biblioteca Julieta Carteado, da Universidade Estadual de Feira de Santana – descontando-se a “Obra Reunida” -, cheguei perto.

Pode parecer exagero, mas jamais esquecerei isso. Aquele primeiro livro encontrado por acaso num corredor de biblioteca me apresentou um autor que hoje é essencial, para mim. Com Fernando eu ri, chorei e fiquei indignado. Porque Fernando não escreveu apenas histórias inusitadas, engraçadas; ele também escreveu sobre fatos lamentáveis deste nosso Brasil – e do mundo, já que passou temporadas em Nova York e Londres -, como na estupenda crônica “Notícia de jornal”, na qual relata o caso de um homem que literalmente morreu de fome no Rio de Janeiro.

Desde “A volta por cima” que a obra de Fernando Sabino é presença constante em minha vida. Quando li, meses depois, o romance “O encontro marcado”, uma das obras-primas de Fernando, pela primeira vez, fiquei tão abalado que precisei de uns dias sem ler absolutamente nada. Durante aquele espaço vazio de leituras, refleti sobre minha vida, sobre o que eu queria dela; sobre o que eu tinha feito até aquele momento e sobre o que eu queria, iria ou poderia fazer a partir de então. Foi depois disso que “tomei um rumo”, como dizem. Vou talvez exagerar de novo, mas não acho que estaria aqui – não digo vivo, mas não estaria aqui, agora, escrevendo isto – se não tivesse lido aquele “A volta por cima” e, principalmente, “O encontro marcado”. Minha vida teria tomado outra direção, com certeza. Talvez hoje eu estivesse ensinando em alguma escola, ou trabalhando em alguma loja de shopping ainda, vai saber (já trabalhei em três).

Eduardo Marciano. É o nome do protagonista de “O encontro marcado”. Há um trecho em que Hugo, um dos amigos de Eduardo, lhe diz o seguinte:

“E você, Eduardo. Você, o puro, o intocado, o que se preserva, como disse Mauro. Seu horror ao compromisso porque você se julga um comprometido, tem uma missão a cumprir, é um escritor. Você e sua simpatia, sua saúde… Bem sucedido em tudo, mas cheio de arestas que ferem sem querer. Seu ar de quem está sempre indo a algum lugar que não é aqui, para se encontrar com alguém que não somos nós. Seu desprezo pelos fracos porque se julga forte, sua inteligência incômoda, sua explicação para tudo, seu senso prático – tudo orgulho. O orgulho de ser o primeiro – a vida, para você, é um campeonato de natação. Sua desenvoltura, sua excitação mental, sua fidelidade a um destino certo, tudo isso faz de você presa certa do demônio – mesmo sua vocação para o ascetismo, para a vida áspera, espartana. Você e seus escritores ingleses, você e sua chave que abre todas as portas. Orgulho: você e seu orgulho. De nós três, o de mais sorte, o escolhido, nosso amparo, nossa esperança. E de nós três, talvez, o mais miserável, talvez o mais desgraçado, porque condenado à incapacidade de amar, pelo orgulho, ou à solidão, pela renúncia.”

Sempre que leio este trecho lágrimas caem de meus olhos. Além de ser uma passagem forte, marcante, ainda mais quando se sabe o contexto – se você ainda não leu o livro, leia, por favor -, é como se Hugo estivesse se dirigindo a mim, e não a Eduardo.

Porque, assim como Eduardo, não posso reclamar da vida. Tenho meus problemas, claro, todos nós temos. Mas tenho saúde, emprego e moradia. Nada extraordinário, mas tenho. Quanta gente por aí não tem uma vida bem mais difícil e ainda assim agradece a Deus pelo que tem? (E eu também agradeço, claro. Até pelo que não tenho.) Mas, assim como Eduardo, sinto como se sempre faltasse alguma coisa, como se houvesse sempre algo por fazer. Nunca me senti – e espero que nunca me sinta – completo, realizado. O próprio Fernando escreveu sobre isso em algum lugar, só não vou lembrar agora onde; ele dizia mais ou menos o seguinte: no dia em que se sentisse realizado, sua vida perderia o sentido. A inquietude, o inconformismo, a vontade de fazer algo mais é o que nos mantêm vivos, ativos.

Este site – ou blog?; fico sem saber como chamá-lo -, esta homenagem, melhor dizendo, é um bom exemplo do que estou tentando dizer – ou já disse?: quando pensei nisso, no início deste ano, pensei em algo fechado, limitado. Duraria apenas este mês de outubro, de hoje até o dia 31, seria atualizado todos os dias ou ao menos dia sim, dia não, e pronto, acabaria aí. O endereço ficaria disponível pelo tempo que fosse possível – anos e anos, décadas -, mas deixaria de ser atualizado. De quando tive a ideia para hoje, várias coisas (boas) aconteceram – não só comigo, mas também com pessoas que se dispuseram a colaborar – e precisei mudar um pouco o cronograma da homenagem.

Em vez de posts diários ou alternados, haverá no máximo dois por semana. Este é o primeiro, sexta-feira tem um outro, curto, que será uma republicação de um trecho de livro. Depois, somente segunda ou terça-feira, ainda vou definir o dia e o quê. Portanto, sugiro que os interessados visitem o endereço ao menos uma vez por dia. Em vez de atualizado apenas durante o mês de outubro, este espaço será atualizado até quando houver pessoas dispostas a colaborar com ele. A frequência de publicações vai diminuir, claro, mas a intenção é transformar este espaço numa homenagem permanente a Fernando Sabino.

Eu, por exemplo, tenho mais uma história para contar: enviei duas cartas a Fernando. Aliás, tenho duas histórias. Mas elas ficam para outro dia.

* * *

Bom, é isso. Se você gosta do Fernando e dos seus livros, aproveite. Se você não o conhece ainda, aproveite mais. É um autor que merece ser conhecido, lido e comentado; reconhecido e perpetuado. Se quiser começar com algo leve e bem selecionado, corra até a livraria mais próxima ou abra agora o site da sua livraria virtual predileta e encomende “As melhores crônicas de Fernando Sabino” em versão de bolso. Bom, bonito e barato. Você não vai se arrepender, te garanto.

* Rafael Rodrigues

October 1, 2009   2 Comments

Em breve

Outubro/2009.

(Este post não foi/não será alterado em respeito à integridade do comentário feito por Eliana Sabino, filha de Fernando.)

September 4, 2009   1 Comment